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No dia 06 de Março, a Comissão do Mercado de Capitais realizou mais uma edição do "Café da Manhã", evento que visa abordar e promover a reflexão sobre temas actuais da economia.

O Impacto Económico do Coronavírus foi o tema desta edição, cujo debate incidiu sobre a importância da China na economia mundial, a caracterização do Coronavírus e na análise dos possíveis impactos na economia mundial e angolana.

A China é a maior exportadora mundial de bens e serviços (USD 2,49 triliões de USD), a segunda maior consumidora de combustível o que representa entre 13% a 15% da quota mundial com cerca de 14 milhões de barris por dia e tem o segundo maior PIB mundial.

O primeiro caso do COVID-19 foi relatado a 31 de Dezembro de 2019, na China, sendo Wuhan o grande epicentro desta pandemia. A cidade com 10 milhões de habitantes  é um importante centro económico, comercial, financeiro, tecnológico e educacional que conta com a presença de mais de 500 empresas estrangeiras entre as quais 54 japonesas, 44 americanas e 40 europeias.

Wuhan, detém investimentos de 230 empresas da Fortune Global 500, com um PIB de USD 214 biliões (1,6% do PIB da China) e alberga cerca de 1.656 empresas de alta tecnologia.

O facto de regiões inteiras estarem de quarentena por causa do COVID-19 está a abalar fortemente a economia chinesa. Fábricas e importantes centros comerciais estão a ser encerrados e muitas empresas que são fornecedoras intermédias de serviços dentro e fora da China têm sido fortemente afectadas.

Diante do cenário actual é expectável não só uma redução na produção mas também no consumo mundial de bens e serviços diversos. A generalização do pânico devido ao medo de contágio, está também a afectar fortemente o turismo mundial e a arrefecer a economia como um todo, com impactos negativos no preço do petróleo.

A queda do preço do petróleo, essencialmente em resultado do arrefecimento económico mundial, faz prever para Angola uma redução das Reservas Internacionais Líquidas (RIL), consequentemente a subida da taxa de câmbio, o elevado risco de aumento da taxa de inflação, culminando com um incontornável aumento do nível de endividamento público.

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